terça-feira, 4 de agosto de 2009
Pedacinho de andanças
Tão bom...
Ela ri-se, eu sorrio, ela enterra a cara na toalha, eu rodopio...
Estico o braço:
"A menina dança?"
Para a semana vê-se :)
sábado, 1 de agosto de 2009
Andanças
"Olho verde acastanhado e diferente do meu verde cinzento, tens mais vida tu, sim...
Tens vontade de rir e aprender e ser-te em ti mais do que nos outros, e deixas o meu olho com vontade de saltar da órbita para correr atrás de ti, mundo fora, vida fora, eternidade talvez (sendo a eternidade o mundo e a vida esta noite d'hoje)... não por te querer ser mais do que se é a si próprio, mas antes por querer aprender a ser como tu, para poder deixar-te à vontade no teu espaço, sem o invadir, mas tendo permissão para entrar sempre que ambos o entenderem...
Olho verde acastanhado que fazes o meu olho verde cinzento sonhar aos poucos... obrigado."
Ah complementando o post anterior e uma conversa tida ontem com a ti Sara. Isto é que é a mazurka de que tantas vezes falo:
mazurka 1
mazurka 2
E aqui exemplos de mazurkas tocadas:
mazurka auditiva 1
mazurka auditiva 2
E esta vai só para a ti Lua, que tão bondosamente faz o sacrifício de cá passar para ler os meus posts (coitadinha...) toma lá para matares saudades:
mazurka auditiva com pontinha de saudade
quarta-feira, 29 de julho de 2009
a ti Sara...
3 cafés, 2 rissóis um compal de maçã... Já viste as coisas que te devo?
Os mil e um sorrisos, a companhia no Porto Leixões (em que te deixei lá longe), a companhia no hip hop sinfónico (em que tu foste lá para longe), a visita à Portucalense, a noite em Cortegaça, a recusa para dançar em Aveiro, o bar do Sr. José, o Neptuno (vês que já sei os nomes?), a aversão a gatos, o cheirinho a praia, a independência extrema, o olhar que parece não me querer ler a alma toda (e que me faz sentir bem por isso mesmo), as mensagens de bom dia, as mensagens de boa noite, e uma vontade do caraças de passar mais bocadinhos da minha vida contigo... Viesses tu ao andanças e devia-te meia vida (riste-te agora?confessa).
A ti Sara...
A ti Sara é uma lufada de ar fresco na minha vida que já cheirava a mofo.
A ti Sara fez o download de músicas do Jeffrey Lewis, e de Sonic Youth, depois de eu escrever posts no blog, e na terceira vez que a vi gostou de De la Soul e de Doors.
A ti Sara é independente e deixa-me algo à toa e inseguro com a sua independência, mas tem sempre um sorriso para me dar, e faz-me sentir confortável quando estamos juntos.
Não fumo à frente da ti Sara, aliás, reduzi drasticamente os cigarros desde que a conheci, não propriamente por ela, é mais uma das muitas desculpas que uso para me convencer que consigo fazer as coisas melhor se não as fizer por mim.
A ti Sara...
A ti Sara tem um cabelo encaracolado espectacularmente longo e bonito, tem um nariz que lhe vai mais que bem com o sorriso.
A ti Sara usa um top preto que lhe assenta lindamente, e anda sempre com uma camisola que só lhe cobre os braços morenos e que a faz parecer frágil apesar de toda a força que demonstra.
A ti Sara tem a mania de andar com o telemóvel para todo o lado, sempre a escrever mensagens, mas sinceramente e ao contrário do que normalmente me acontece, não me irrita, sei que ela também me escreve mil e uma vezes na presença de outras pessoas, e isso deixa-me feliz.
Uma vez escrevi-lhe uma mensagem demasiado entusiasmada após uns copos de vodka e de cerveja e de whiskey, a resposta seguiu-se às 8 da manhã, correcta, sincera, simpática como a ti Sara sempre foi comigo, e fiquei a gostar mais um pedacito dela, e sem dúvida a respeitá-la bem mais.
A ti Sara...
A ti Sara faz-me cantarolar músicas pirosas que nunca ouviria se não a conhecesse, não porque ela mas mostre, mas porque têm outro significado agora (ráspartam o James Morrison e o seu "you make it real for me" lol).
A ti Sara é bonita... muito bonita mesmo, com aquele sorriso envergonhado, ou com o sorriso aberto, ou com aquele ar de quem pensa na morte da bezerra, ou quando está preocupada com alguma coisa, ou quando fala de qualquer coisa de que gosta, ou quando fala de algo que a irrita, e larga sempre uma gargalhada quando eu faço piadas, mesmo que desajeitadas.
A ti Sara cheira sempre bem, umas vezes a mar, outras a shampô (de côco?) e outras ainda, a perfume.
Como diz o Tiago, o cheiro de uma menina mexe bastante connosco, e o seu ti Sara, mexe comigo...
"E mexe remexe se enrola se enrosca... " (vês a parte das músicas pirosas?)
A ti Sara...
A ti Sara teve um cão chamado Drulovic, tem um cão chamado Deco, e uma cadela chamada Violeta.
A ti Sara é uma portista ferrenha, mais que eu provavelmente, e ficou triste com a ida do Lucho para Marselha.
A ti Sara quer acabar o curso de direito e ir para África trabalhar em direito animal. Continuo a rir-me por dentro ao imaginar um antílope a entrar-lhe pelo escritório e a pedir-lhe para o defender dos Leões que não cumprem a Declaração Universal dos Direitos do Reino Animal, ou ao visualizar as cabras montanhesas a queixarem-se que os Estados Unidos não cumprem o tratado de Kioto e que o Kilimanjaro está a ficar sem neve.
E eu que fiquei com o bichinho de África, desde Angola... Há coisas que não se dizem ti Sara, são demasiado encantadoras.
Contei à ti Sara o meu sonho no primeiro café que tomámos, e ela sorriu e, apesar de algo descabido, e do café não ter corrido tão bem como esperava, foi das primeiras pessoas a não me chamar ingénuo ou a dizer-me "não sejas palerma, acorda para a vida.", a minha admiração por ela cresceu um bocadinho ai.
A ti Sara disse-me "porque é que ouves artistas mortos? Não é como se eles fossem lançar álbuns novos agora" e eu tremi por dentro, disse-me que lia Margarida Rebelo Pinto e eu congelei, agora entendo que a primeira parte foi brincadeira (certo?)... Mas confesso que na altura não achei... sou parvo.
A ti Sara...
A ti Sara tem-me aturado, e sinceramente ainda não percebi porquê, mas gosto que me ature...
A ti Sara diz que gosta do que eu escrevo, mesmo quando eu acho que é algo nheca e é mais por ela que eu tenho escrito tanto no blog.
A ti Sara merecia um texto bastante melhor que este... mas a ti Sara tem de cafézar mais umas vezes comigo para eu lhe sacar a pinta toda...
E sim ti Sara, gosto de si meio danoninho... Apesar do leite usado para o fazer...
Espero que estejas já no nosso rendez vous... não te esqueças, terra dos sonhos, terceiro coqueiro na estrada para o Burkina Faso, eu estou lá com o meu acordeão para que sigas o som...
Um dia destes vou-te ensinar a mazurka menina, prometo que vou treinar direitinho no andanças, para que depois não te pise pés...
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A ouvir:
"Plenty"
Guru (Jazzmatazz) feat. Erykah Badu
álbum:Street Soul vol.3
Janina
Este texto vem duma brincadeira feita com a Ana, uma amiga que possui um dom de escrita fantástico e com quem iria partilhar um blog, coisa que felizmente não aconteceu pois assim tenho eu o meu e ela o dela, e fico muito contente por isso mesmo. O exercício consistia em fazermos a descrição de uma amiga comum, a Janina, pessoa bonita e alegre e que encanta todos quantos a conheçam... o resultado do exercício da Ana está no seguinte link: link
Para este dispenso a rubrica do "A ouvir" pois já não me lembro o que estava a ouvir quando escrevi isto...
Janina
Yemanja deusa do mar por vezes, o fino ao pôr do Sol e o seu sorriso aberto nas outras...
Acho que nunca vi a Janina séria, acho que nunca a vi sem aquele esgar de quem vive porque a vida vale realmente a pena. Sempre que olho para ela penso que a podia ver num qualquer sítio e nunca estranhar, é o tipo de pessoa que não só está bem em todo o lado como faz os possíveis para que todos se sintam bem em seu redor.
Já me aturaste tanta treta ti Janas...
Tem uma luzinha interior que topei desde a primeira vez que a vi, aquece-nos de forma tão clara e evidente que ficamos com a impressão de que lhe é facílimo fazê-lo... Com o tempo percebo que às tantas lhe é mesmo...
Nunca confiei muito nas pessoas, embora seja fácil conquistar-me para determinado espaço, mas nunca foi fácil a ninguém manter-me perto, mas o centro gravitacional dela é de tal forma imenso que fico com a leve sensação que será sempre difícil escapar-lhe...
Não fossem as circunstâncias...
Sinto algo de não familiar quando falo com ela, sinto-me confortável e à vontade, e tenho vontade de explodir em segredos por saber que ela sorrirá e dirá "não te preocupes, não o direi a ninguém". Sei que lhe custa, por parva que seja, a minha incapacidade de me manter algo fixo. E é estúpido tendo em conta o quão pouco nos conhecemos (ela conhecer-me-á melhor do que a conheço a ela certamente). É estranho que das muito poucas pessoas que me viram no meu melhor e no meu pior ela, que conheço há meia dúzia de meses, seja uma delas. E não obstante isso dá a impressão de se preocupar e
de perdoar as inúmeras asneiras que faço.
A Janina é no fundo igual a ela própria, lábios abertos cabelo encaracolado e rastas e terérés.
A Janina viu cinematic orchestra comigo e virou-se para trás e disse-me "espectáculo".
A Janina leu uma mensagem que mandei a alguém num pico de felicidade e respondeu-me "e olaré". A Janina deixa-me com saudades dum mundo de que me afasto a cada dia que passa por inércia de me ser com outros. Com mais saudades do que algumas outras presenças de longa data. A Janina fica encavacada com o meu gozo sobre o seu suposto romance com outra personagem em tudo bom essencialmente no coração, e eles merecem-se no mundo um do outro, da forma que decidirem ser um com o outro. E faz-me feliz que boas pessoas encontrem boas pessoas, e invejo-os por não conseguir ser um deles.
Eu achava que a Janina se chamava Janine, mas ela tem pouco de francesa, muito de Espinho, e, tal como o nosso elo de ligação, muito de Andanças sem nunca lá terem estado. Nesse momento em que estava a criar um novo eu tomei-as às duas como exemplo e pilar... Neste momento em que me sei um eu mais antigo e escuro tenho-as como referência de que um dia sonhei.
Nunca vi as suas obras de arte, mas tenho a certeza que é boa artista, mais genuína e simples que eu de certeza absoluta, e se não o é na tela, é-o com certeza na vida...
Nina de Jah é um bom nome sim senhor... É tão paz quanto possível, tanto quanto eu gostaria de ser.
terça-feira, 28 de julho de 2009
1/1 5:00 28/7 3:00
É... A noite abraça-me a mim e à garrafa de tinto quase vazia na minha mão esquerda.
E foi aqui que o meu passado morreu. Não que eu tenha saído a ganhar com a troca, mas nesta mesma praia, com essa mesma música que me disse tanto e, que, agora me diz tanto de modo tão diferente, enterrei-o de vez. O futuro esse permanece indefinido, gigante e assustador na sua imensidão de oportunidades, de encruzilhadas, de escolhas, de pequeninos passados que construo a cada momento que passa.
Levanto-me e pego na imaginária mão da pessoa que aqui não está, ponho-lhe a mão nas costas e simulo uma mazurka na areia, pés descalços e voltas que provavelmente nunca hei-de dar com ninguém.
Apesar de sozinho sei que cada estrela lá em cima me brilha sorridente pois vê que eu finalmente entendi.
O telemóvel vibra, tiro-o do bolso e ponho a mão à frente do visor para me habituar à sua luminosidade... És tu e as tuas boas noites habituais... Olho para as estrelas e sorrio-te... perco algum tempo a escrever-te e volto a agarrar-te apesar de cá não estares, repito esta música vezes e vezes sem conta, como o fiz noutras vezes em que a vida se ria (por partilhar a minha felicidade e tolice? Por partilhar o meu medo e nervosismo? Por ser sarcástica e por saber que tal felicidade não duraria muito? Não vou perder tempo a pensar nisso).
Sinto a sua esguia face branca a observar-me e juro que senti que a Lua me deu uma palmada no ombro...
Queria ligar-te e cantar-te:
"Let's get lost, me and you
An Ocean and a Rock is nothing to me"
Não o faço... Guardo isto para mim, com medo de te assustar, de te afugentar, de seja o que for...
O telemóvel vibra novamente e ganho a noção que te tenho no meu bolso direito gritando-me "Estou aqui tira-me de uma vez para dançarmos"...
Com medo que seja o álcool a falar mais alto respondo-te apenas com um "bons sonhos pequena". Dou uns passos em direcção ao mar e deixo-o acariciar-me os pés, a água fria lava-me a ferida no dedo grande e faz-me cócegas nessa brincadeira inocente entre o meu estado de espírito e a Natureza. Solto um riso abafado, por não querer perturbar o silêncio do manto negro que se ergue sobre a minha cabeça.
Volto à garrafa, dou um golo e dois e três e quatro até a esvaziar, sinto o vinho a passar-me a garganta e a aquecer-me o estômago roubando-me a atenção do meu coração por uns segundos... E tudo isto me faz sentir bem, e grande, e criativo.
Tu fazes-me sentir criativo, vês? Apesar da pouca importância que cismo que tens (mas tens-na, mesmo que pouca) fazes-me sentir criativo, e não é propriamente por estar à espera de mais do que isto, nem por saber que o teu sorriso me alegra tanto, ou por adorar a forma como o teu cabelo esvoaça quando andas, ou por gostar da forma como tentas olhar-me nos olhos com esse teu castanho tão expressivo para quem nele procure expressão, ou por sentir que nos entendemos bem apesar de tão diferentes. Fazes-me sentir criativo porque te sei aqui, quando sinto as sacudidelas no meu bolso.
Decido que está na hora de ir para casa... levo as sapatilhas na mão, quero sentir o asfalto ainda quente do dia nos pés, e os paralelos irregulares que me massajam lá à frente, e o tijolo na entrada da minha casa a cumprimentar-me. Vejo o gato da minha vizinha e páro para lhe afagar a cabeça... Lembro-me da tua aversão a gatos e sorrio contente...
Ao chegar ao meu quarto depois de ter escrevinhado qualquer coisa no meu bloco ainda ouço a Lisa Hannigan a cantarolar-me:
"An Ocean and a Rock is nothing to me"
Efectivamente não são, são apenas formas de canalizar memórias, as já criadas e as que ainda criarei...
"Let's get lost, me and you"
Foi ali na praia que o meu passado morreu. O luto está cumprido. O presente apenas a mim pertence.
A mim, e a ti, ainda fechada no bolso dos meus calções molhados...
Bons sonhos pequena...
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A ouvir:
Ocean and a Rock
Lisa Hannigan
álbum: Sea Sew
P.S. (Sim, eu sei que a Lisa diz "An Ocean and a Rock is nothing to me" no sentido da distância não representar, para ela afastamento entre duas pessoas. Sim, sei que estou a deturpar o sentido da frase quando faço de conta que o oceano e a rocha não significam fonte de inspiração. Sei que é parvo estar a escrever isto aqui já que practicamente ninguém lê o blog, e os poucos que lêem saberão que deturpei o sentido da frase intencionalmente, e não por lapso, mas de qualquer forma fica aqui a adenda feita)
domingo, 26 de julho de 2009
Big Sur
A Nortada levantou o nevoeiro da manhã e atirou-me areia à cara... Olho para as árvores que sorriem nas montanhas e penso que o meu tempo aqui acabou...
Mando dum trago o pouco whiskey que ainda resta na garrafa do ti Jack e atiro-a contra uma rocha estilhaçando-a em direcção à areia... Pego no leitor de mp3 e o shuffle faz a manhã brilhar mais:
"I dig my toes into the sand
The ocean looks like a thousand diamonds
strewn across a blue blanket"
Olho para o grande azul à minha frente... Isto é o mais próximo do eterno que alguma vez tive.
Espero que a música acabe, tiro a camisa de flanela e as calças, e mergulho envolvendo-me o mais possível no Pacífico, sentindo as suas águas salgarem-me a pele... Dou meia dúzia de braçadas e perco-me a pensar:
"I wish you were here"
Passo a toalha pelo cabelo, pego no telemóvel e ligo-te. Já não falava contigo há dias mas a tua voz ajuda-me a pôr tudo em perspectiva, sabes-me bem, mesmo longe.
"Oi..."
"Olá!" E mesmo tendo em conta que estamos separados por um continente inteiro e pelo Atlântico eu juro-te que vejo o teu sorriso, e que o sinto, igualzinho ao meu... "Onde estás?"
"Big Sur"
"Como o Kerouac?"
"Como o Kerouac."
"Sabes que sinto o cheiro a álcool daqui?" e dás uma gargalhada.
"Sério?Não é por estar bêbedo.."
"Eu sei... Como vai o livro?"
"Melhor, mais um ou dois capítulos e acabo-o..."
"Estou com saudades..."
"Eu também, hoje já vou para o México, para a semana chego e vais finalmente ler o livro."
"Saudades tuas, não de ler o que escreves... Também de ler o que escreves, mas... Tu sabes o que quero dizer...Vais visitar o Virgil?"
"Não, vou tentar não parar em L.A. para poder jantar em S. Diego, mas o Phill vai ter comigo a Tijuana."
"Dá-lhe um beijinho meu..."
"Dou sim..."
E ficamos durante uns segundos sem dizer nada, eu a tentar ouvir a tua respiração por cima do vento, e tu a pensar no que quer que seja...
"Eu..."
"Não digas pequena..."
"Há coisa que não devem ser ditas, mas vividas ao extremo? Como na tua música não é?"
"Sim...Isso mesmo.Vá pequena, tenho de ir andando, ainda vou guiar 9 horas hoje, vais jantar com elas?"
"Sim, vou comer uma francesinha por ti.Beijinhos"
"Beijão"
Desligo, e tu não vês, mas as saudades carregam-me os olhos neste momento, a felicidade de te saber, com as duas covas que fazes no lado direito do rosto quando sorris, lá no velho mundo a ser-me presente. Volto a vestir-me atiro o saco cama para dentro da mala do carro, olho para o mapa durante uns minutos, ponho o mp3 no carro puxo a música para trás:
"I lean against the wind
Pretending I'm weightless
And in this moment I'm happy, happy...
I wish you were here"
E eis que parto em direcção à auto-estrada, a Tijuana, ao México, aos dois capítulos por escrever, e, consequentemente a ti...
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A ouvir:
Wish you were here
Incubus
álbum: morning view
sábado, 25 de julho de 2009
Paradise
A continuação da história apresentada há uns dias:
“What a beautifull world so fragile and
fertile, pain filled the void when boy met girl.”
- “Paradise” Eydea
Eles
Os seus mundos colidiram após vários
encontros fugazes... Ele na sua vontade de
ser mais sendo-se menos, ela confiando na
aparente bondade dos olhos dele... Ambos
desajeitados tratavam-se na palma das
mãos, e de palma para palma transferiam
tanto, como quando se olhavam nos
olhos, ele sentia-se como se conseguisse
ser mais nela. Finalmente alguém grande,
finalmente alguém além de si... A cor dela
pintava-se com força por dentro dele em
pinceladas espessas como num quadro de
Van Gogh. Tão antagónicos, tão receosos,
e apesar disso tão felizes naquele fim de
ano... Ahhh aquele nervoso miudinho do
início de relação, aquele cheirinho entre o
medo da entrega e a vontade de se serem,
a inocência da ilusão, a ténue linha entre a
não pressão e a vontade de estarem
juntos...
Nasciam-se todas as noites naquele riso
cúmplice de quem diz, “eu sei-te aí, e sei
que queres aqui estar”. Viviam-se num
constante agradecimento, gostavam-se
longe de dependências e tragédias
hiperbolizadas como todos os casais se
vivem nos primeiros meses.
Sem medo de se viverem, numa
experiência que fazia ambos sorrir mais e
sentirem-se melhor.
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A ouvir:
"Paradise"
Eydea & Abilities
álbum: E&A